Hospital de Maricá abandona Regina Rabêllo
07 de Janeiro de 2008
No dia 26 de dezembro, após a passagem do Dia de Natal, a cidadã maricaense e ativista comunitária e ecológica Regina Rabêllo, 61 anos, sofreu um ataque cardíaco, tendo sido levada pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) até o Hospital Municipal Conde Modesto Leal para atendimento emergencial, onde, surpreendentemente, mesmo passando mal foi abandonada no "corredor da morte" por duas horas sem que nenhum médico ou enfermeira garantisse seu socorro. Após longo sofrimento e desvalecida, , seguiu de ônibus intermunicipal até a cidade do Rio de Janeiro apoiada pela solidariedade de uma amiga, onde internou-se no Instituto Nacional de Cardiologia de Laranjeiras (INCL).
Em declaração de punho, datada de 05 de janeiro do corrente, Regina Rabêllo registrou:"A Saúde está um caos. Não consegui atendimento no Hospital de Maricá. Foi terrível! No entanto, estou maravilhada com o atendimento no Instituto Nacional de Cardiologia de Laranjeiras, seus médicos, enfermeiras e demais servidores. Só tenho a agradecer a Deus por estar aqui. Obrigada a Miriam madeira que me socorreu. Neste local nos sentimos cidadãos. Seria bom que a Saúde em maricá fosse assim. Quem sabe, um dia possam aprender com o INCL como trabalhar para a saúde de todos. Para Deus tudo é possível."
Superado o momento crítico de ameaça à vida, Regina Rabêllo permaneceu no INCL para últimas medidas pré-operatórias para troca de válvula do coração, devendo, após sua recuperação, ser liberada da internação hospitalar no início de fevereiro.
O registro dos fatos, infelizmente, comprovam a decadência do sistema municipal de Saúde em Maricá, merecendo a atenção das autoridades estaduais e federais, bem como dos integrantes do Ministério Público estadual, de forma que seja assegurado para a um atendimento condigno que garanta a manutenção da vida da população maricaense.
Gerhard Sardo
( Jornalista e Analista Ambiental )
gerhard@conectacom.net
|